quarta-feira, 5 de março de 2008

Ministério da Cultura promove cadastramento de propostas culturais

O Diário Oficial da União publicou nesta quarta-feira (27) a Portaria N° 4, de 26/02/2008, do Ministério da Cultura que dispõe sobre a documentação obrigatória para o cadastramento de proponentes e de propostas culturais, com vistas à autorização para captação de recursos mediante o mecanismo de incentivo a projetos culturais (incentivo fiscal).

As propostas culturais deverão ser elaboradas em formulários específicos, divulgados pelo próprio ministério, sem prejuízo de outras exigências legais e documentais relativa a natureza ou especificidade da proposta.


FONTE: Em Tempo Real

BOA LEITURA

Como nasce uma artista hoje no Brasil

Se nada mudar, a Globo fará sua nova milionária

Gyselle Soares já ganhou o Big Brother Brasil 8, da Globo. Ao menos esta é a opinião dos internautas que votam em várias pesquisas sobre o reality show na internet, duas delas promovidas por grandes portais. Afinal, o que é que a ‘sister’ tem?

A garota de Teresina, no Piauí, começou a conquistar a preferência do público na primeira semana de programa. A modelo foi indicada ao paredão de estréia pela então líder Juliana Góes porque não estava entrosada na casa. Pura verdade. O jeitinho blasé, porém, contou a favor. Sobreviveu à berlinda e Jaqueline Khury, a outra emparedada, foi eliminada com 87% de rejeição.

A vitória deu a Gyselle o posto de mocinha. Outro ‘brother’ já eliminado, Rafael Galego, não acreditou na personagem e a mandou para um segundo paredão. Ela saiu ilesa e ainda mais forte.

A morena fica na dela até quando o circo pega fogo. O BBB 8 era a edição mais sem graça até que o médico Marcelo Arantes chutou o balde com Thalita Lippi e Fernando Mesquita. O que fez Gyselle? Ficou na platéia e disse que não tinha nada a ver com o problema dos outros.

Há três dias, o médico virou monstro de novo e armou o barraco com Thatiana Bione - a ‘menina pastora do BBB’. E Gyselle? Nada. Mas a moça, confidente de Marcelo, começa enfim a dar pinta de rebelde. Na sexta-feira, escreveu no blog da atração: “Estive sozinha no começo e agora me sinto mais ainda. Eu e Marcelo temos desavenças.”

O ar ‘tô nem aí’ é apontado pelos fãs como qualidade. “Gyselle é a mais autêntica, as outras meninas são muito estrelas. Ela é igual desde o primeiro dia. Continua fiel às poucas amizades que fez e não finge gostar de quem não gosta”, diz a dona de casa Cirlene do Nascimento.

O clima de ‘já ganhou’ chegou à casa da família em Timon, no Maranhão. “Pela quantidade de gente que eu nunca tinha visto batendo aqui na porta para dizer que gosta da minha filha, ela é a vencedora”, aposta a mãe, Josélia. “Outro dia uma família de nove pessoas, de Salvador, veio até Timon só para dizer que torce por ela. As pessoas dizem que se apaixonaram pelo jeitinho e pela conduta da minha filha.”

Gyselle virou até tema de marchinha. O bancário aposentado José Hélio Silva compôs Gyselle no BBB: “Todo mundo comenta na TV/ Gyselle, você é a melhor do BBB/ No Big Brother só tem gente bacana/ Mas a sua beleza é a sensação”, diz parte da letra.

“Ela é simpática, meiga, não tem preparo intelectual, mas não tem vergonha disso. Representa o povo brasileiro”, fala Silva. “E não faz fofoca, não fala mal dos outros. Quem manda no programa pode não gostar disso, pode preferir confusão, mas quem está em casa gosta.”

A jovem é uma das preferidas até para campeões de temporadas anteriores. Dhomini, que ganhou o BBB 3, aposta em uma final com Gyselle, Rafinha e Marcos Parmagnani. “Ela é gente boa, tem um coração puro, mas não é uma bobinha como muita gente pensa. No dia em que precisou falar mais, colocou a Thalita para correr.”

A modelo é a filha mais velha de Josélia Soares e Joaquim Estevão. Os pais se separaram quando ainda era criança. A mãe sustentou os filhos sem ajuda financeira do ex-marido. “Passamos por dificuldades quando o meu casamento acabou. Fomos morar em uma casa que não tinha cama, eu dormia no chão e ela, na rede”, lembra Josélia, hoje dona de um restaurante.

Mãe e filhos foram obrigados a se separar por um breve período. Josélia tentou ganhar a vida como caminhoneira e pediu para a avó materna cuidar dos herdeiros já que ficava muito tempo fora de casa. Apesar das dificuldades, a primogênita teve uma infância feliz, garante.

A paixão pelo mundo artístico nasceu cedo. Desde pequena, é louca por dança e teatro. Corria para participar de concursos e peças amadoras que o colégio promovia. O desempenho diante dos livros, entretanto, era sofrível. Ficava na média em matérias como Português e História e derrapava em Matemática e Química. A mãe não acredita que os erros de português que comete na TV e que viraram piada entre ‘brothers’ e ‘sisters’ sejam resultado do histórico escolar. “Ela morou cinco anos fora, é natural esquecer as palavras.”

Gyselle terminou o 2º grau e quis cursar Direito. Um convite para trabalhar na Suíça como babá mudou os planos. Na Europa, tentou sobreviver como doméstica e garçonete. Servia mesas em um restaurante quando um produtor de moda apostou que seria modelo.

A carreira no mundo fashion caminhava a passos lentos quando outro produtor, desta vez de TV, a viu circulando por Paris e a chamou para participar do L’Île de la Tentation (Ilha da Tentação). A exposição na mídia francesa rendeu uma proposta para ser cantora. Com saudade do Brasil, decidiu gravar um clipe na terra natal e se inscreveu no BBB, lembra a mãe. “Gyselle não quer R$ 1 milhão. Quer é ser famosa e voltar para casa.”

FONTE: O Estado de S. Paulo

Por: ANDREZZA CAPANEMA, andrezza.capanema@grupoestado.com.br

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Comentários do dia

Olá amigos leitores,

Na edição de hoje apresentamos como capa a matéria LUZ, CÂMERA E CRÍTICA como um ressaltona relação da crítica com o cinema nacional publicada pelo Jornal O Tempo de Belo Horizonte.

Notas rápidas como o Prêmio para Fotógrafos em Brasília e o primeiro beijo gay da televisão brasileira, que vai ao ar através da minisérie "Queridos Amigos".

Trazemos ainda a estréia no Brasil do filme "Jogos do Poder" com Julia Roberts e Tom Hanks. Tomara que chegue até aqui.

No BOA LEITURA uma matéria sobre "Os esquivocos que envolvem a arte e o ensino".

A todos uma boa leitura.

Luz, câmera, crítica

I Mostra Filmes Polvo, que começa hoje em Belo Horizonte, quer ampliar o debate sobre a crítica e suas relações com a produção cinematográfica

Não apenas com filmes se constrói a cinematográfica de um país. É fundamental que haja também alguma forma de articulação entre eles, estabelecendo parâmetros estéticos e ideológicos e criando, com isso, um conjunto cuja identidade seja capaz de expressar uma cultura. A crítica e suas variadas relações com a produção cinematográfica é o principal instrumento dessa articulação necessária e foi tomada como o tema central da I Mostra Filmes Polvo de Cinema e Crítica: Entre a Reflexão e a Realização, que começa hoje, no Cine Humberto Mauro, e reúne críticos, cineastas e sobretudo aqueles que exercem as duas atividades, além da exibição de filmes que tratam da temática (veja programação abaixo).

A mostra vem celebrar o primeiro ano de vida da revista eletrônica "Filmes Polvo" (www.filmespolvo. com.br), composta de nove integrantes e dedicada exclusivamente a textos e ensaios sobre cinema. "Queremos apresentar uma nova fase, inaugurando outro visual do site", afirma Rafael Ciccarini, editor da "Filmes Polvo" e coordenador da mostra. "O que mais nos interessa, porém, é a reflexão. Não basta apenas a celebração do aniversário. A idéia é tentar retomar a tradição crítica e cineclubista que Minas Gerais sempre teve."

A escolha por exibir filmes de quem antes pensou o cinema veio ao encontro de um histórico que vai além das fronteiras nacionais (remetendo a Godard e Truffaut, fundadores da revista "Cahiers du Cinema" e importantes autores nas telas francesas), mas guarda por aqui significativos momentos. "O próprio Glauber Rocha, o nosso maior cineasta, foi também um crítico. E é preciso entender o que ele escrevia para entendermos o diretor que foi", afirma Ciccarini.

A mostra tem início hoje com a exibição do documentário "Crítico", do pernambucano Kleber Mendonça Filho. Repórter e analista de cinema no "Jornal do Commercio", do Recife, Kleber passou dez anos registrando entrevistas com críticos e cineastas para abordar justamente a relação entre um lado e outro e se é possível a "convivência" entre ambos. "O filme é, antes de tudo, sobre relações humanas e busca pensar, em parte, como cada um lida com aceitação e rejeição", explica o diretor, acrescentando que o longa é um subproduto direto do seu trabaho como jornalista. Toda a obra em curta-metragem do pernambucano, composta por quatro trabalhos (como os premiados "Vinil Verde" e "Eletrodoméstica"), ganhará uma retrospectiva na mostra.

Além de Kleber Mendonça, participam da Mostra Filmes Polvo, tanto em presença nos debates como em filmes exibidos, cineastas-críticos experientes, como Carlos Reichenbach ("Filme Demência") e os mineiros Paulo Augusto Gomes ("Idolatrada") e Geraldo Veloso ("Perdidos e Malditos"), e outros de uma geração recente, casos de Tiago Mata Machado ("O Quadrado de Joana"), Cléber Eduardo ("Almas Passantes") e Eduardo Valente ("Um Sol Alaranjado").

"Há muito o que ser pensado. O cinema brasileiro tem uma série de problemas, da relação com o público até a distribuição", comenta Ciccarini. "E uma cinematografia não se faz apenas a partir de filmes, mas também da reflexão, criando parâmetros e dando sentido ao que é produzido". Ele frisa que a mostra serve ainda como forma de agregar um novo viés de pensadores de cinema que vem se formando em revistas virtuais, como Contracampo, Cinética e Cinequanon.

O crítico Marcelo Miranda, que atua no Magazine e na "Filmes Polvo", comenta que, numa mesa de debates com os editores dessas revistas, a ser realizada amanhã, os participantes deverão estar "numa espécie de berlinda". "Queremos que eles também ouçam opiniões porque é preciso fazer todos pensarem o próprio trabalho", diz Marcelo.

Dinâmica

Rafael Ciccarini enxerga a mostra como uma forma quase psicanalítica. "Uma das características do cinema contemporâneo é a auto-reflexividade, ou seja, quando um filme reflete o seu próprio processo de criação e se assume enquanto linguagem. Sempre senti falta disso no cinema brasileiro. Mas aí vem filmes como ’Crime Delicado’, do Beto Brant, ’O Quadrado de Joana’, do Tiago Mata, ’Serras da Desordem’, do Andrea Tonacci, ou ’Jogo de Cena’, do Coutinho’, e tocam nessas questões de identidade", diz.

Relacionando as convergências entre pensar e fazer, e a importância disso para a constituição de cinematografias específicas, Cléber Eduardo, ex-crítico da revista "Época" e hoje um dos editores da "Cinética" (www.revistacinetica.com.br), contextualiza: "Em alguns momentos da história do cinema, aconteceram avanços e transformações na linguagem que eram reivindicados na crítica antes mesmo de se darem na prática. Nas vanguardas dos anos 20, por exemplo, os próprios realizadores eram também teóricos que tinham testamentos escritos sobre a questão da linguagem".

Cléber lembra os casos do neo-realismo italiano, do cinema soviético, do próprio Cinema Novo brasileiro e da Nouvelle Vague francesa. "Em muitos desses momentos de renovação ou de ruptura com a linguagem hegemônica, você tem a crítica como celeiro teórico de suas manifestações."

Diretor de "Almas Passantes" junto com Ilana Feldman, Cléber acredita que a dinâmica de filmagens distancia-se muitas vezes da reflexão crítica. "A produção de um filme é um território empírico, cujos problemas você vai ter que resolver na hora. Depende muito mais de uma capacidade de decisão e pragmatismo. A partir do momento que você passa para o exercício prático, você se depara com exercícios autônomos e todas essas contingências da prática que não têm nada a ver com crítica, mas, sim, com questões técnicas", pondera ele.

No momento, ele está envolvido em outro projeto - um documentário sobre a torcida do Juventus, de São Paulo. "Seja quando estive realizando ’Almas Passantes’ como agora, estou trabalhando com a motivação que nasceu do fato de escrever sobre cinema", conta. "Como tenho conhecimento da história dos filmes, do que já foi feito, do que ainda pode ser realizado, a atividade crítica é um estímulo para a realização. Ao mesmo tempo é uma angústia porque às vezes a consciência do que já foi feito pode ser inibidora. Aí você tem que quebrar mais a cabeça porque acha sempre que aquilo vai ficar óbvio."


FONTE: O Tempo

Por: Douglas Resende

'Jogos do Poder' traz Julia Roberts e Tom Hanks

Diretor Mike Nichols, de 'Closer', volta a discutir sexo e poder, mas desta vez na seara pública


Julia Roberts e Tom Hanks em cena de 'Jogos do Poder'

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SÃO PAULO - É um caso raro de inadequação de pessoa em Hollywood. Em Jogos do Poder, seu primeiro longa desde Closer (Perto Demais), Mike Nichols volta a discutir sexo e poder, mas desta vez ele sai da seara privada para a pública. Tom Hanks faz o congressista Charlie Wilson, mulherengo e cheirador (de cocaína), mas boa praça, que se associa a bilionária texana (Julia Roberts, loira) para expulsar os soviéticos do Afeganistão. O personagem é real, a campanha afegã é real, mas no final um letreiro informa que, no limite, o que a ação individual de Charlie conseguiu, ao não ganhar continuidade do governo dos EUA, foi fazer com que as armas entregues aos Mujahedins terminassem nas mãos dos talebans, voltando-se contra os próprios norte-americanos no fatídico 11 de Setembro.

Jogos do Poder entra sexta-feira, 29, em cartaz, depois de disputar uma solitária indicação para o Oscar - a de melhor ator coadjuvante para Philip Seymour Hoffman, que ele não ganhou (afinal, é o ano de Javier Bardem e Onde os Fracos Não Têm Vez). Onde entra nisso a inadequação de pessoa? Na verdade, são duas - de onde o diretor Nichols tirou que Tom Hanks era a melhor escolha para o papel? O próprio Nichols reabre a vertente da discussão sobre sexo, presente em sua carreira desde A Primeira Noite de Um Homem (e até antes - Quem Tem Medo de Virginia Woolf?), mas se a intenção era fazer um Closer em Washington ele quebrou a cara.

A explicação para Tom Hanks talvez seja simples. Nichols simplesmente não quis repetir John Travolta, com quem havia feito Segredos do Poder (Primary Colors), e o problema é que ninguém interpreta Travolta melhor do que o astro de Tempo de Violência (Pulp Fiction). Tom Hanks até que tenta, mas não dá. A cabeleira loira de Julia Roberts também não ajuda muito, mas pode ser que seja ironia do diretor - a mistura de franqueza sexual e fundamentalismo cristão da personagem dela teria de esbarrar em alguma coisa. Esbarrou na falta de apelo erótico de Tom Hanks. Ele pode ir para a jacuzzi, para a cama, cercar-se de belas mulheres no escritório do Congresso, mas o olhar safado de Philip Seymour Hoffman para o traseiro de uma das ‘garotas’ vale mais do que todo o esforço de Hanks.

Com alguma boa vontade, podem-se buscar (com lupa) as qualidades de Jogos do Poder. Nichols baseou-se no livro de George Crile, que conta uma história real - Charlie Wilson existiu, era um congressista do baixo clero e se reelegeu sucessivas vezes até meados dos anos 90 -, indo buscar ajuda no roteirista Aaron Sorkin, que escreveu a série West Wing, sobre os bastidores da Casa Branca. Sorkin escreveu um diálogo taco-no-taco, mas, ao contrário de Perto Demais, a narrativa que ziguezagueia do Congresso para a ‘Casa Branca’ (seja lá como se chame) do Paquistão ou as muralhas de Jerusalém, onde Charlie Wilson sela a alianças secretas de inimigos tradicionais, não se presta muito a esse diálogo ‘íntimo’. Ou talvez seja de novo o ator - é tudo tão cínico, mesmo quando os personagens estão sendo idealistas e sinceros, que seria necessária a cara-de-pau de Travolta para garantir a sustentação de Jogos do Poder.

Gostar ou não, eis a questão. Acreditar ou não. Charlie Wilson, na estrutura narrativa do filme de Mike Nichols, começa a narrativa sendo homenageado como o homem que derrotou a União Soviética, precipitando a Queda do Muro de Berlim. Mas, no final, depois que os Mujahedins expulsaram - com a ajuda da verba que Charlie Wilson conseguiu para eles no Congresso dos EUA - os soviéticos do Afeganistão, o herói, e por meio dele o diretor e o roteirista, lamentam que Washington não tenha querido continuar com a ajuda, construindo escolas para os afegãos, por exemplo. O erro foi fatal e, como conseqüência dele, embora esse quadro na vida real seja mais complexo de explicar, houve o ataque às Torres Gêmeas que mudou a geopolítica mundial a partir de 2001. Quem busca ‘mensagens’ não terá dificuldade de encontrar a de Jogos do Poder. O patriotismo é uma faca de dois gumes que, eventualmente, como aqui, pode se voltar contra os patriotas. Ah, sim, foi por isso então que Mike Nichols escolheu um ator certinho como Tom Hanks, para tornar o efeito bumerangue mais forte. Não deu certo, de qualquer maneira.


FONTE: O Estado de S. Paulo

Por: Luiz Carlos Merten

Globo exibe primeiro beijo entre homens

Na minissérie "Queridos Amigos", o homossexual Benny (Guilherme Weber) deu um beijo roubado na boca de Pedro Novais (Bruno Garcia). A cena foi ao ar no capítulo desta terça. Só se falava nisso, ontem na Globo, afinal a emissora nunca exibiu um beijo entre homens. Em "América", o beijo gay de Bruno e Erom Cordeiro, anunciado pela autora Glória Perez, foi vetado.

FONTE: Folha de São Paulo

Seleção de projetos abarca a diversidade

O programa Natura Musical, de patrocínio a projetos na área da música, acaba de divulgar os 13 selecionados no Edital Regional MG 2007 (clique na imagem ao lado para ver e ampliar). Eles abarcam diferentes estágios e processos, da produção à formação de público, passando pela circulação e pela formação artística. O valor total de recursos investidos corresponde a R$ 2 milhões, sendo R$ 1,6 milhão provenientes da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e R$ 400 mil em recursos próprios. A gerente de marketing institucional da Natura, Renata Sbardelini, observa que os projetos contemplados representam bem as propostas do programa. "A idéia é valorizar a diversidade cultural e abrir portas para que os músicos de todas as correntes e regiões de Minas Gerais possam mostrar suas criações a diferentes públicos e a um número cada vez maior de pessoas", aponta.


O processo de avaliação e escolha dos projetos foi conduzido por uma comissão técnica independente formada pelos jornalistas Mariana Peixoto, Patrícia Palumbo e Pedro Alves Madeira, que também atua como produtor musical. Eles elegeram os 13 selecionados a partir de um total de 94 projetos inscritos. Os resultados apontados por essa comissão ainda foram avaliados por executivos da Natura, que fizeram a escolha final dos beneficiados. Três tópicos foram utilizados para a avaliação dos projetos - o caráter inovador, o reconhecimento da excelência artística e a possibilidade de abrangência. Foram destacados projetos que têm como objetivo principal a viabilização de iniciativas originais, criativas e, preferencialmente, inéditas no cenário cultural brasileiro.

Matizes

No quesito relativo à abrangência, pesaram as propostas cuja execução seja apreciada pelo maior número de pessoas possível, independente de níveis socioeconômicos, escolaridade, idade, sexo e nacionalidade. Com base nesses tópicos, a comissão técnica priorizou os projetos que pudessem expor as diferentes matizes da produção atual e que abrangessem diferentes regiões do Estado. Os responsáveis pela seleção buscaram apontar, ainda, iniciativas que vão além da obra de um só criador, mas que possam lançar luzes em um número maior de artistas.

Foi observado, ainda, o critério de continuidade. Dos 13 projetos, seis já vinham sendo desenvolvidos com o patrocínio do Natura Musical, sendo o mais antigo o Música no Museu, da Veredas Produções, que dá sequência a uma parceria iniciada há três anos. Os outros quatro são: Uakti, Sabará Musical, Luthier - Arte, Ofício e Cidadania, 2º FAD - Festival de Arte Digital e o IV Jambolada - Festival de Música Independente, todos selecionados no Edital Regional 2006. Desde seu lançamento, em 2005, o Natura Musical contemplou 91 projetos de diversos gêneros artísticos e estágios de produção musical, atingindo 17 Estados brasileiros de todas as regiões do país e um público de mais de 200 mil pessoas.


FONTE: O Tempo

Por: Daniel Barbosa