Aberto a fotógrafos profissionais e amadores, o Prêmio Brasília Céu Aberto distribuirá um total de R$ 100 mil para os melhores cliques em oito categorias diferentes. As inscrições estão abertas até 28 de março, nas categorias arquitetura, cultura, esportes, lazer, política, social, natureza e comportamento. As 10 melhores imagens de cada categoria também participarão de um catálogo e de uma exposição. Os vencedores serão anunciados no dia 21 de abril. Os apaixonados por fotografia ainda poderão participar da seleção Fale como Você Vê Brasília, que contempla fotos feitas por aparelhos de telefone celular. As imagens também devem estar dentro da temática do concurso. Mais informações e inscrições no site www.premiobrasiliaceuaberto.com.br.
FONTE: Correiro Braziliense
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Prêmio para fotógrafos
BOA LEITURA
OS EQUÍVOCOS QUE ENVOLVEM A ARTE E O ENSINO
Hannah Arendt, em seu livro A Condição Humana, diz no capitulo “A permanência do Mundo e a Obra de Arte”:
“Entre as coisas que emprestam ao artifício humano a estabilidade sem a qual ele jamais poderia ser um lugar seguro para os homens, há uma quantidade de objetos estritamente sem utilidade e que, além disso, por serem únicos, não são intercambiáveis, assim sendo, não são passíveis de igualação através de um denominador comum como o dinheiro; se expostos ao mercado de trocas, só podem ser apreçados arbitrariamente. Além disso, o devido relacionamento do homem com uma obra de arte não é “usá-la”, pelo contrário, ela deve ser cuidadosamente isolada de todo o contexto dos objetos de uso comuns para que possa galgar ao seu lugar devido no mundo … a arte assim sobreviveu magnificamente à sua separação da religião, da magia e do mito”.
Isso implica dizer que toda e qualquer utilidade que tenha a Arte transforma-a
Quais seriam estas especificidades? A nosso ver, o atributo principal da Arte é a liberdade do artista, se ele não é contemplado pela sociedade como alguém imprescindível, possivelmente essa sociedade perca ou mutile o que de mais valioso tem: as economias mudam e seus sistemas de poder também, os acumuladores perecem e é claro que para o futuro longínquo só sobrará a Arte, se ela conseguir sobreviver. Mas a arte comercializada, estruturada, definida como arte, essa não sobreviverá.
A Arte precisa ser concretizada em objetos para materializar-se como idéia e poder perpetuar-se no futuro, a Arte materializada pode ser vista somente como objeto e transformada em mercadoria, podendo ser comprada e vendida, como se pudesse se comprar Arte, liberdade ou felicidade!
A Arte não é instrumento para nada, nem objeto de consumo, é como a Filosofia, ambas são os níveis de entendimento mais elevados (não heirarquizados) que uma sociedade tem sobre si mesma.
Logo, seria a figura do artista a que tem que ser valorizada, não a do professor de arte, do curador, do critico ou do jornalista. Como se arte pudesse ser ensinada ou convertida em objeto de consumo. Se ensinar Arte fosse possível poderia se ensinar talento, criatividade. Segundo Gregory Bateson, este nível de comunicação com respeito à Arte, Amor e Felicidade (ensino, critica, descrição da arte são formas de comunicação), é nada mais nada menos do que uma situação de double-bind, ou seja, um grave problema que conduz a esquizofrenia quando não se pode sair desse sistema doente de comunicação, explico melhor: se eu digo para o outro: seja criativo! aprenda! me ame! seja livre! isto é Arte! Estou dizendo ao outro que os meus padrões são os corretos para sentir, pensar e amar, o que possivelmente devido à natureza humana, que é única e irrepetível, seja um verdadeiro terror ou inicio de uma tirania muito perigosa, tão intolerável que o único refúgio é a esquizofrenia.
Por isso, devemos insistir que Arte é assunto de Estado, entendendo o Estado como a instancia máxima da organização social, contrariamente ao mercado, que, para mim, é a instancia máxima da desumanização da sociedade.
Deve ser o Estado quem tem que manter o artista, o Estado é que tem que velar porque a Arte não se converta em Mercadoria e porque sejam os artistas os que tem se ocupem da difusão da Arte, abrindo e mantendo os espaços necessários para tal.
Reflitamos um pouco mais: porque a Medicina é cuidada e exercida pelos médicos? porque a Economia pelos economistas e a Justiça pelos advogados? e são médicos, economistas e advogados que cuidam da formação dos mesmos. Não tem economista ensinando cirurgia nem oftalmologista ensinando Direito Comercial.
Se consideramos que a Arte é assunto de artistas e são eles os que podem transmitir melhor que ninguém o que é Arte, criaremos um problema sério de continuidade desta sociedade, para alegria de muitos e infelicidade de poucos.
Acabaria a hierarquização da Arte, acabaria o mercado e seus sacerdócios exercidos por uns poucos escolhidos que jamais tem contato com as periferias onde mora mais do 80% dos seres humanos.
Para o artista, existiria um campo de trabalho enorme, se ele for mantido pela sociedade, se ele for dignificado pelo reconhecimento da relação que ele estabelece entre o passado, o presente e o futuro de cada sociedade na qual está inserido. E se isto acontecer, talvez a sociedade possa mudar. Talvez a liberdade deixe de ser um ideal para transformar-se em um utópico viável, talvez a Arte reprimida possa brincar nas ruas e avenidas e não ser desvalorizadas pelos canais de difusão.
Construir mitos é e será tarefa dos meios de comunicação, destruir mitos também. Numa sociedade utópica os meios de comunicação estariam a serviço da arte e não vice-versa. Hoje, como na Arte, vemos que as notícias tem que pedir por favor para serem noticiadas, porque os meios de comunicação noticiam o que alguém, que nunca sabemos quem é, alguém absolutamente invisível, como o Mercado, este alguém soberano que determina quais notícias serão noticiadas e ordena quais mereceram ser difundidas.
Fato semelhante acontece com os artistas, eles nunca sabem o que os fará famosos, se pertencer a uma coleção famosa ou se, pela sua arte, alcançar o mérito suficiente para ser difundido e/ou convertido em Mito.
Mídia e Fama estão estreitamente ligadas e infelizmente mesquinhos interesses são perpetuados a partir deste sistema que não beneficia ninguém, ainda que garanta lucros a alguns.
Arte fabricada a partir de mídias e mitos termina sendo arte e arte nunca pode ser um negócio, muito menos um bom negócio. Em última instância, é um péssimo negócio para o futuro de uma sociedade.
Por fim, Arte não é objeto, não é mercadoria, não é moda. Arte é Arte, cabe ao artistas nos mostrar o que é a sua Arte e, nela, manteremos a infinitude e estabilidade do núcleo do que é o Humano.
FONTE: Cultura e Mercado
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Comentários do dia
A partir de hoje estamos na ativa de novo, é isso aí, voltamos com o BLOG com suas atividades normais e publicações diárias.
São sempre 07 notícias culturais postadas todos os dias até o meio-dia, a novidade é a BOA LEITURA, que passa a veicular diariamente. O que chamamos de BOA LEITURA será sempre o último texto apresentado no rodapé de cada dia, é um texto bem maior que os padrões de informação rápida adotados pela internet. No BOA LEITURA de hoje a matéria Patrocínio de quem pra quem? do site Cultura e Mercado.
Bom, no mais é isso aí, contamos com todos de volta e façam bom uso.
Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura
Escritores e interessados de todos o país têm até o dia 29 de fevereiro para se inscrever no ‘Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura’. As inscrições devem ser feitas na sede da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais (Superintendência de Ação Cultural – Palacete Dantas/Praça da Liberdade, 317, Funcionários, BH/MG – Cep.: 30140.010), das 10 às 17 horas, ou pelo Correio, mediante entrega da obra, que deverá ser apresentada de acordo com as normas estipuladas no Edital. Informações: (31) 3213.1072.
Uma ação inédita do Governo de Minas e da Secretaria de Estado de Cultura, o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura chega para promover e divulgar a literatura brasileira, reconhecendo grandes nomes e abrindo espaço para os jovens escritores mineiros. De caráter nacional, o Prêmio disponibilizará R$ 212 mil (duzentos e doze mil reais) - maior premiação nacional no segmento -, a quatro categorias: I - Conjunto da Obra, em que um escritor brasileiro será agraciado; II – Poesia; III - Ficção; e IV - Jovem Escritor Mineiro.
“É o maior prêmio de fomento e incentivo à literatura no Brasil. Uma oportunidade ímpar de homenagear importantes intelectuais da nossa literatura e de revelar futuros talentos”, disse a secretária de Estado de Cultura de Minas, Eleonora Santa Rosa.
Conjunto da Obra
A cada Edital, o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura irá reconhecer um autor brasileiro, vivo, pelo conjunto de sua obra, com uma premiação no valor de R$ 120 mil (cento e vinte mil reais) – desse valor serão descontados os impostos previstos
Poesia, Ficção e Jovem Escritor Mineiro
Nas três categorias, cada proponente poderá inscrever uma obra autoral, inédita e não publicada. Nas categorias Poesia e Ficção, o Prêmio é aberto a escritores iniciantes e/ou profissionais, sem limite de idade, e nascidos e residentes em território nacional. Já a categoria Jovem Escritor Mineiro é restrita a pessoas com idade entre 20 e 35 anos, nascidas
A premiação será atribuída ao primeiro colocado de cada categoria: Poesia: R$ 25 mil (vinte e cinco mil reais); Ficção: R$ 25 mil (vinte e cinco mil reais); e Jovem Escritor Mineiro: R$ 7 mil (sete mil reais), durante seis meses, somando o valor de R$ 42 mil (quarenta e dois mil reais), para pesquisa e elaboração de um livro. Desses valores, serão descontados os impostos previstos em lei.
Clique aqui e confira todos os documentos necessários para participar!
FONTE: Secretaria de Estado da Cultura
Secretaria estadual de Cultura do Rio vai atualizar a Lei do ICMS
Após 16 anos de sua criação, a Lei de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, conhecida como Lei do ICMS, será atualizada. O processo de revisão da regulamentação da lei ocorrerá entre os dias 28 de março e 6 de junho de 2008 e será conduzido por uma comissão designada pela Secretaria de Estado de Cultura. Para adequar o processo de revisão às exigências contemporâneas, serão realizadas duas audiências públicas, dias 29 de abril e 20 de maio, com a participação de agentes culturais. Foi criado também o e-mail reformaleiicms@cultura.rj.gov.br para o recebimento de sugestões.
Os projetos protocolados na Lei do ICMS até 28 de março de 2008 serão avaliados no prazo de 30 dias. Os projetos já aprovados não sofrerão interrupção quanto a sua aprovação, fruição e prestação de contas. As prestações de conta em aberto devem ser esclarecidas no período de 30 dias a partir de hoje, data de publicação da resolução conjunta das Secretarias de Cultura e Fazenda.
FONTE: Extra!
Por: André Miranda
Festival de curtas em Minas
FONTE: Correiro Braziliense
Pluralidade na tevê
Apesar dos trâmites burocráticos ainda não terem sido concluídos, a emissora já opera, precariamente, desde o início de dezembro do ano passado. Atualmente, 18 emissoras regionais que eram vinculadas à TVE captam o sinal da TV Brasil (inclusive a TV Ceará). Por enquanto, a programação é composta, basicamente, pela própria grade da emissora que foi incorporada ao novo canal. No entanto, já está no ar o Repórter Brasil, programa jornalístico diário formatado pela própria EBC.
Na semana passada, o diretor-geral da TV Brasil, Orlando Senna, esteve de passagem por Fortaleza. Em entrevista ao O POVO, ele defendeu a importância da tramitação da MP não apenas para criar a EBC, mas para iniciar uma regulamentação sobre o campo público de TV no Brasil. "Isso resgata 50 anos de atraso no nosso País. Em qualquer outro país do mundo, a TV nasceu pública. Só aqui que ela nasceu privada", afirma ele.
Segundo ele, a TV Brasil permanece em processo de instalação até o fim de março. Daí até julho, o objetivo da emissora é conseguir delinear uma filosofia editorial própria e melhorar os programas herdados da TVE. Enquanto isso, o Conselho Curador, formado por 20 integrantes (dentre os quais, 15 são da sociedade civil), já fez reuniões para traçar objetivos para essa programação. A principal exigência dele, segundo Senna, é a presença da pluralidade em todos os programas para que haja a garantia de que o caráter público não seja soterrado por direcionamentos políticos pelo fato de o financiamento da emissora (R$ 350 milhões segundo o Orçamento de 2008) ser proveniente do governo federal.
De acordo com o diretor-geral, 18 emissoras públicas ligadas à TV Brasil já estão reunidas em um comitê que pretende discutir como deve funcionar o sistema de rede da emissora nacional e como ele pode alcançar, pelo menos, todos os estados da federação. A idéia é que essa rede seja descentralizada e horizontal, favorecendo o intercâmbio de conteúdos regionais e de produção independente de todo o Brasil.
O processo de co-produções e compra de programas seria feito por meio de edital, a exemplo de iniciativas já tomadas pelo Ministério da Cultura quando o próprio Orlando Senna era secretário do Audiovisual, como o Revelando Brasis (no qual moradores de várias partes do País escrevem e dirigem curtas-metragens com histórias de suas regiões) e o DocTV (documentaristas de cada estado são financiados para revelarem facetas de sua região e os produtos originados daí têm exibição garantida na TV). "O que se vê hoje é uma inversão total. Se vê o Nordeste sob o olhar do Sudeste. Nós queremos mostrar a visão de cada comunidade sobre ela mesma", aponta. A TV Brasil contaria com 40% de produção regional, 40% de produção independente e 20% de produção própria.
Apesar do entusiasmo, a construção da TV ainda vai demorar. O próprio ingresso dela em formato digital, previsto para o fim do ano passado,
FONTE: O Povo