sábado, 28 de julho de 2007
ESCLARECIMENTO
PAC divulga novos editais (SP)
O edital referente ao PAC 10 – "Apoio à produção de números circenses", irá selecionar 30 projetos que receberão R$ 10.000,00 cada, totalizando um valor de R$ 300.000,00 em recursos.
Já o edital referente ao PAC 11 - "Apoio a Grupos Circences", irá selecionar 11 projetos que receberão R$ 45.000,00 cada, totalizando um valor de R$ 495.000,00 em recursos.
Os interessados devem enviar seus projetos dentro de 02 (dois) envelopes lacrados, com a identificação, até o dia 25 de agosto, na Secretaria de Estado da Cultura, situada na Rua Mauá nº 51, Bairro Luz, São Paulo - SP, CEP 01028-900.
Guerra de Condes
De um lado está o Espaço Funarte – Casa do Conde, cujos cinco galpões, além do terreno externo à construção centenária, são administrados pela Fundação Nacional de Arte (Funarte). Do outro, a Estação do Conde, galpão de arquitetura moderna, recém-construído no local, onde, além de shows, são realizados eventos diversos, a cargo da iniciativa privada.
No meio dos dois está o Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan-MG), que fez da Casa do Conde de Santa Marinha – parte integrante do conjunto arquitetônico da Praça da Estação – a sua sede oficial em Belo Horizonte. `Para começar, o problema da Estação do Conde é de audiometria´, acusa Maria Antonieta Antunes Cunha, presidente da Fundação Municipal de Cultura (FMC) e do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte, que não aprovou a construção do galpão no terreno vizinho à Casa do Conde. O funcionamento da Estação do Conde vem sendo garantindo por alvarás eventuais, expedidos pela Regional Centro-Sul da Prefeitura de Belo Horizonte, com base no Código de Posturas do Município.
"A Prefeitura de Belo Horizonte é maravilhosa para cobrar, mas lenta na prestação de serviços", protesta Tarcísio Ribeiro, responsável pela gestão da casa de shows, de propriedade do empresário Mário Valadares, dono também do Shopping Oiapoque. Segundo o gestor, a construção contemporânea – feita em ferro, metal e telhas acústicas – não só tem vedação do som como também revestimento em vidro para garantir a visibilidade da Casa do Conde. "Há um ano estamos negociando com o conselho, que ainda não tem uma decisão para o conflito", acrescenta. O galpão de 2,1 mil metros quadrados foi construído em área de 4 mil metros quadrados, vizinha à Casa do Conde e ao Viaduto da Floresta, que, antes de ser adquirida por Mário Valadares, sediava um estacionamento de ônibus.
"Além da utilização cultural, procuramos fazer a obra dentro do conceito arquitetônico da região, inclusive com uma cúpula piramidal que lembra a da Casa do Conde", defende-se Tarcísio Ribeiro, que diz estar sofrendo pressão dos órgãos públicos para acabar com a Estação do Conde. "Talvez a ação correta seja paralisar as atividades ou deixar o imóvel cair", acredita o gestor do espaço particular, que, além de artista plástico, também se define como ecologista.
Conflito de interesses "Nos tornamos refém da Estação do Conde desde abril, quando recebemos o projeto Colaboratório, do Festival Internacional de Dança, que teve de transferir uma apresentação por causa do barulho vindo do show que estava sendo realizado na casa", afirma Mirian Lott, coordenadora do Espaço Funarte – Casa do Conde, acusando a inexistência de tratamento acústico na casa de shows. De acordo com a coordenadora da Funarte, apesar de ela ter procurado Tarcísio Ribeiro na tentativa de adequar a programação dos dois espaços, é praticamente impossível isso ocorrer, porque os eventos são realizados quase simultaneamente no espaço cultural e na casa noturna.
O conflito, segundo Mirian Lott, chegou a tal ponto que ela decidiu levar o problema à direção da Funarte, com sede no Rio de Janeiro. Uma greve nacional dos profissionais do Ministério da Cultura, que se arrasta desde maio, no entanto, não permitiu que o órgão federal se posicionasse diante da polêmica. De acordo com Maria Antonieta Antunes Cunha, o empreendedor da casa noturna ficou de encaminhar ao Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte uma proposta para corrigir as irregularidades.
"A obra é irregular e tem de ser refeita", cobra a também presidente da Fundação Municipal de Cultura. Superintendente do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico Artístico (Iphan) no estado, Leonardo Barreto diz que a responsabilidade do conflito é da Prefeitura de Belo Horizonte, pois o tombamento da Casa do Conde foi feito na esfera municipal, além da estadual. "Pelo que sei, há um processo na Polícia Federal contra a Estação do Conde, que teria invadido terreno que pertencia ao espólio da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA). De nossa parte, a observação é em relação à edificação da casa de shows, que é danosa à apreciação do conjunto arquitetônico da região", afirma Leonardo.
FONTE: Estado de Minas
POR: Ailton Magioli
Festival de Arte Negra anuncia programação para 2007
A curadoria, formada pelo ator e diretor Adyr Assumpção e pelo coreógrafo e bailarino Rui Moreira, resolveu, mais uma vez, voltar seu olhar para a África, de forma a estabelecer pontes entre os vários caminhos das artes negras.
"A cada edição precisamos ter um recorte porque, quando se fala em arte negra, há sempre muita coisa para ser abordada. Pegamos o mapa da África, dividimos em linhas políticas e históricas e fizemos essa escolha, pelos países que estão acima da linha do Equador. Essa região, do império Mali, do Senegal, abrange países com uma tradição cultural muito intensa e que têm um diálogo estreito com o processo histórico brasileiro. Percebemos que havia confluência suficiente para abordar, nesta edição, aquela parte da África", diz Moreira.
É de lá que vem, por exemplo, uma exposição de máscaras e objetos da cultura Bijagós, da Guiné Bissau, com curadoria de Emanoel Araújo, que abre este 4º FAN. O curador também destaca o show de Doudou N’Diaye Rose, o mais famoso percussionista senegalês e um dos mais renomados músicos africanos do século XX. "Ele criou toda uma geração de músicos e vai tocar, aqui, com o o nosso senegalês, o Mamour Ba", diz. Outra atração a que ele dá relevo é a Cia. Jant-Bi, também do Senegal, que traz ao evento o espetáculo "Waxtaan".
"São jovens dançarinos que levam para o palco um espetáculo que mistura dança e teatro para falar de um contexto africano atual, contemporâneo. Vai ser uma semana realmente bastante intensa, com grandes espetáculos, discussões e as rodas de conversa no Ojá, que, aliás, também é um trunfo do festival", aponta, referindo-se ao mercado que será montado na Casa do Conde de Santa Marinha, onde está concentrada a maior parte das atrações.
FONTE: O Tempo
POR: Daniel Barbosa
Mostra de música internacional de Olinda abre inscrições para cursos
FONTE: Agência JB
Gil cede música para comercial de banco
Num comercial do Itaú Bankline, feito pela agência de publicidade África e que vem sendo veiculado na TV, outro cantor interpreta uma versão modificada de "Pela Internet", canção de Gil que já havia sido tema de propaganda do banco antes que o compositor integrasse o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
O uso da música de Gil e a semelhança entre a voz que interpreta a canção e a sua, no entanto, dão margem a questionamentos éticos, dizem especialistas ouvidos pela Folha.
A socióloga Maria Victoria Benevides, integrante da Comissão de Ética Pública do governo federal entre 2003 e 2006, afirma que, se fosse Gil a cantar a música, haveria "um problema ético evidente" no fato de um ministro de Estado fazer uma propaganda para um banco, "ainda que fosse de graça" -já que poderia haver conflito de interesses entre esse trabalho e ações do ministério que dissessem respeito ao Itaú Cultural, por exemplo.
Estaria configurada "uma incompatibilidade flagrante", afirma a socióloga.
A coisa muda de figura com o fato de a canção ser interpretada por outra pessoa. Entretanto, Benevides diz que a semelhança entre as vozes e a possibilidade de confusão criam uma situação "muito delicada".
Questionada pela Folha, a assessoria que cuida de assuntos "artísticos" do ministro disse que "a editora de Gil aprovou a utilização da obra com autorização do autor".
Informou ainda que "a mudança na letra foi feita pela agência" e que "a versão no- va é de propriedade e uso exclusivo do banco Itaú por seis meses". Ao final, ressal- tou: "A voz usada no comercial não é de Gil".
Para Benevides, a gravação da propaganda "não é um problema do ponto de vista do Código de Ética, mas é um problema do ponto de vista pessoal dele". "Eu não teria feito", ela afirma, para não gerar confusão.
"Fica uma coisa fronteiriça em relação a constrangimentos pessoais. É lógico que alguma atração em relação a quem fez isso tem a ver com o fato de ele ser ministro", ela diz.
"Pessoalmente acho que, entrou no ministério, assumiu cargo público, não pode mais receber um tostão de lugar nenhum. As pessoas fazem escolhas na vida. Então agüentem enquanto estão lá [na administração federal]."
Roberto Romano, professor de ética e filosofia política na Unicamp, diz não ver gravidade maior no fato, mas afirma que a "clonagem" da voz de Gil torna "confuso o parâmetro de responsabilização". "E é preciso ter parâmetros de responsabilização claros", ele diz.
Apesar de a voz não ser do ministro, Romano diz que "a personalidade conhecida é ele". "Ele não pode mais abdicar de si mesmo; Gil tem uma figura pública construída."
FONTE: Folha de São Paulo
POR: Rafael Cariello
